Nos nossos dias, o sentido de biblioteca alcança finalidades de relevo social. Esta assume-se como uma instituição de Cultura, Educação e Lazer, que deverá "facilitar aos utilizadores todo o tipo de informação e conhecimento". Por isso, a biblioteca assume na sociedade uma importância primordial, devendo ser encarada pelo Governo como uma prioridade capaz de ser geradora do progresso social, quando divulgada e acessível a todos os cidadãos.
Assim, impõe-se aqui falar de Biblioteca Pública cujo objectivo é proporcionar "o acesso ao conhecimento, à informação e a obras criativas através de um leque variado de recursos e serviços e encontra-se à disposição de todos os membros da comunidade, sem distinção de raça, nacionalidade, idade, sexo, religião, língua, deficiência, condição económica e laboral e qualificações académicas”.
Segundo Henrique Barreto Nunes, a Biblioteca Pública "é fundamental para o desenvolvimento, é a base de todo o sistema de bibliotecas, tem de existir uma ligação directa e profunda entre a biblioteca pública e comunidade a servir”, sendo que, “o lugar das crianças e dos jovens deve ser central neste tipo de biblioteca”.
No ano de 1741 começou a surgir em Penafiel a necessidade de se construir bibliotecas e museus, de forma a instruir os cidadãos e permitir o progresso da localidade.
A cidade começou a constituir a sua biblioteca em 1863, a partir de alguns livros que a Biblioteca do Porto tinha em duplicado, não tendo no entanto, qualquer apoio por parte do município, uma vez que não estava “reservada qualquer verba do orçamento anual para dotar um estabelecimento de leitura pública”[1]. Em 1871 a Câmara coloca no seu orçamento uma rubrica destinada à compra de livros e outra para assinar o Diário do Governo e o Repertório das Câmaras.
Em 1885 e após muitas controvérsias, a Câmara nomeia a primeira comissão organizadora da biblioteca, constituída por pessoas com experiência em altos cargos autárquicos, pedindo à Biblioteca Municipal do Porto “uma cópia do regulamento e a explicação das tarefas a cargo dos funcionários”[2]. Para além desta instituição, foi feito um comunicado a todos os penafidelenses que tivessem obras repetidas ou que já não tivessem interesse nas mesmas para as doarem à biblioteca, de forma a aumentar e a valorizar o fundo documental existente.
Em todas as organizações, para se atingir os objectivos propostos deve haver uma eficaz divisão funcional de trabalho e motivação em todos os que nela trabalham. É da competência do Bibliotecário motivar e liderar a organização para que todos aqueles que aí trabalham dêem o seu melhor.
Em termos de pessoal técnico, a Biblioteca Municipal de Penafiel tem no seu quadro 12 funcionários, dos quais:
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